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Pacientes esperam 5 anos por atendimento e servidores iniciam greve

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(1’51” / 433 Kb)  - Os servidores municipais, estaduais e federais que atuam na rede de saúde pública da Prefeitura de Porto Alegre (RS) iniciaram uma greve que atingiu todos os postos de atendimento do município, nesta terça-feira (23). Diversas categorias aderiram ao movimento. Participam técnicos e auxiliares de enfermagem, funcionários do setor administrativo e áreas de apoio em geral.

Os trabalhadores defendem redução da jornada de trabalho, sem redução de salário. O diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Trabalho e Previdência do Rio Grande do Sul (Sindisprev/RS), Joel Soares, afirma que a prefeitura se recusou a negociar quando a categoria sinalizou que iria entrar em greve.

“A gente tentou de toda forma evitar que houvesse esse confronto, mas o prefeito foi intransigente. Nós queremos que seja regulamentada a carga horária já existente de todos os profissionais para 30 horas semanais. Entendemos que é possível suportar na rede de saúde.”

A greve também está servindo para denunciar as condições de atendimento nas unidades de saúde. Em alguns casos faltam equipamentos e acessórios básicos até mesmo para fazer curativos. Soares relata que a greve recebeu apoio da população.

“Eles estão entendendo isso porque sabem que têm dificuldade para marcar a primeira consulta e as pessoas estão levando até cinco anos para ter atendimento nas especialidades. Sabem que é necessário contratar mais profissionais e equipar os prédios e o pronto-atendimento.”

Os médicos não participam da greve. No mês de junho, a Câmara Municipal estabeleceu um novo plano de carreira para a categoria. Na ocasião, foi criado o cargo de especialista médico, com jornada de 20 horas semanais, além de gratificações.

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

23/08/11