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Usina não paga hora extra para cortadores que viajam 375 km por dia

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(1’11” / 280 Kb) - A precarização do trabalho no corte da cana é denunciada por cerca de 400 indígenas e 20 trabalhadores rurais no Mato Grosso do Sul. Eles são contratados pela usina Nova América, do Grupo Cosan, no município de Caarapó. A dívida da usina chega a R$ 10 mil anuais com cada trabalhador.

Reunidos em assembleia na última terça-feira (30), eles decidiram lutar por seus direitos e cobrar da usina o pagamento das horas não contabilizadas de seu trabalho. Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), que acompanha o caso, os salários não são pagos corretamente.

Os cortadores relatam que não são contabilizados os valores referentes às horas extras gastas no percurso do empregado até o local de trabalho, por ser lugar de difícil acesso. No caso dos indígenas, são percorridos 375 quilômetros de ida e volta por dia para chegar até os canaviais.

Também foram feitas denúncias semelhantes sobre a Usina São Fernando, pertencente ao Grupo Bertim. Além dos cortadores e da CPT, participaram da assembleia representantes de sindicatos da região e do Ministério Público do Trabalho.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.

31/08/11