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América Latina e Caribe têm 150 milhões de afrodescendentes

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(1’34” / 735 Kb) - Em 2011, a ONU comemorou o Ano dos Povos Afrodescendentes com uma série de eventos, palestras e concertos ao redor do mundo.

Um relatório da organização indica que existem 150 milhões de afrodescendentes, somente na América Latina e no Caribe. No Brasil, o último censo, em 2011, revelou que a população de afrodescendentes já é maioria no país.

Direitos

Paras as Nações Unidas, os povos afrodescendentes devem ter seus direitos promovidos e protegidos como qualquer outro grupo da sociedade.

Ainda em 2011, durante uma entrevista à Rádio ONU sobre este tema e a importância da aliança entre os povos, o superintendente da Fundação Gilberto Freyre disse que, nos últimos anos, os afrodescendentes brasileiros estão passando por um processo de afirmação cada vez mais consolidado. Esta é a opinião de Gilberto Freyre Neto.

“Acho que tem um posicionamento muito interessante, no Brasil, que é a autovalorização da morenidade. Temos visto números muito interessantes em relação a este processo de autoafirmação. As pessoas estão se vendo mais brasileiras, mais morenas, e esse é talvez um dos processos mais ricos de autoafirmação que existe.”

Comércio de Escravos

Segundo a ONU, os afrodescendentes continuam a sofrer discriminação, um legado histórico do comércio de escravos. Mesmo os que não são descendentes diretos dos escravos continuam sendo confrontados com atos racistas, muitas vezes.

De acordo com o Grupo de Trabalho de Peritos sobre Pessoas de Ascendência Africana, esse grupo continua enfrentando menor acesso à justiça, educação, emprego, saúde e habitação.

De Nova York, da Rádio ONU, Joyce de Pina.

09/01/12