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Belo Monte: indígenas denunciam impacto na água consumida por comunidade

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A construção das primeiras intervenções no Rio Xingu estão trazendo transtornos aos indígenas da região.

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(1’47” / 417 Kb) - A construção das primeiras intervenções no Rio Xingu para a usina de Belo Monte, no Pará, estão trazendo transtornos aos indígenas da região. Já foi iniciada a obra da primeira ensecadeira – uma barragem provisória de desvio de parte do curso do rio que permite a construção da hidrelétrica. Nesta terça-feira (17), um líder da etnia indígena Arara denunciou ao Ministério Público Federal (MPF) em Altamira (PA) o impacto na qualidade da água que abastece as aldeias.

O procurador da República, Cláudio Terre do Amaral, explica a denúncia.

“Tendo em vista o início da construção das ensecadeiras, a água que eles [indígenas] usam para beber do rio Xingu estão barrentas e eles não estão conseguindo fazer consumo dessa água. Então, já fizemos um despacho requisitando as informações tanto da empresa construtora da obra, quanto à Funai, à Agência Nacional das Águas e ao Ibama, para verificar quais são exatamente as providências que eles estão tomando em relação a essa questão”.

O MPF requisitou também uma vistoria no local impactado. O trecho de construção da barragem provisória fica as margens do Sítio Pimental, onde ocorrerá o barramento do rio Xingu.

As obras para a construção da usina estão liberadas. Mesmo assim, 11 ações judiciais do MPF contra Belo Monte estão sem julgamento, como explica Amaral.

“Justamente o que nós queremos [MPF] é celeridade nesses julgamentos para que possa efetivamente haver uma segurança jurídica; que não ocorra o fato consumado – ou seja, a obra acaba sendo construída – e aí depois de anos o Poder Judiciário, ninguém, vai mandar demolir a obra”.

Indígenas relataram ao Movimento Xingu Vivo para Sempre que o consórcio Norte Energia não vem cumprindo as condicionantes da obra.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.

17/01/12