Mulheres pedem responsabilização da Globo por suposto abuso sexual no BBB
Entidades pedem a abertura de uma investigação cível e administrativa da emissora, que pode ter atrapalhado as investigações da Polícia, além de passar ao país uma mensagem de permissividade diante de uma suspeita de estupro.
(1’47” / 418 Kb) - Em reação ao suposto caso de violência sexual no programa Big Brother Brasil, organizações de mulheres entraram com uma representação contra a Rede Globo, nesta quinta-feira (19), no Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo. O fato aconteceu na madrugada do domingo (15), quando um dos participantes teria abusado sexualmente de outra participante.
As entidades pedem a abertura de uma investigação cível e administrativa da emissora no episódio, como explica a integrante da Rede Mulher e Mídia, Bia Barbosa.
“Nós entendemos que nas primeiras 24h depois do que tinha acontecido, toda a postura da emissora e da direção do programa foram no sentido de ocultar que tivesse acontecido qualquer problema. Tanto para os telespectadores, como para a própria participante, que supostamente estava desacordada e não teve direito de saber o que tinha acontecido com ela naquele momento”.
As organizações alegam que a postura da empresa pode ter atrapalhado as investigações da Polícia. Além de passar ao país uma mensagem de permissividade diante de uma suspeita de estupro.
Elas também solicitam um Direito de Resposta, pois a emissora teria ofendido a dignidade das mulheres ao tratar desse modo a violência sexual. Bia Barbosa explica as possíveis consequências da representação movida.
“Se o MPF entender que houve responsabilidade da Globo, isso pode gerar um processo contra a emissora Globo na Justiça. E essa ação na Justiça tem como limite a forma de punição que uma emissora pode ter, que é a cassação da concessão pela Justiça”.
O Ministério das Comunicações irá apurar o caso de acordo com o conteúdo transmitido, que podem levar a penas administrativas, como advertência, multa ou suspensão do sinal.
De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.
19/01/12
