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Sob protestos, julgamento de estupro coletivo cometido pela banda New Hit é adiado

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Para a Marcha Mundial das Mulheres houve manobra da defesa para adiar o julgamento. O ciclo de depoimentos da acusação terminou e somente em setembro serão ouvidos os acusados.

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(1’40” / 391 Kb) - O julgamento da acusação de estupro coletivo cometido por integrantes da banda New Hit foi adiado para setembro. Nesta semana (dias 18,19 e 20), ocorreram audiências na cidade de Ruy Barbosa (BA), em que foram colhidos depoimentos das vítimas – duas adolescentes – e de outras pessoas. Mas, por ausência de testemunhas da defesa, os advogados dos réus pediram o adiamento.

A Marcha Mundial das Mulheres organizou protestos em frente ao Fórum de Ruy Barbosa. A integrante do movimento Maíra Guedes esteve na cidade e analisa que houve manobra da defesa para adiar o julgamento. Porém, ela acredita que haverá a condenação.

“As provas são muito contundentes. O depoimento delas [das vítimas] foi muito contundente, não teve nenhuma contradição do depoimento delas com o primeiro depoimento que foi feito na delegacia em Ruy Barbosa. A gente acha que é muito difícil que eles [os acusados] escapem dessa.”

O caso ocorreu em agosto de 2012, após um show da banda. Segundo relatos das duas adolescentes, elas foram até o ônibus do grupo para pedir autógrafos e lá foram violentadas sexualmente. Houve ainda a conivência de um policial militar, que era segurança da banda. Os nove integrantes da New Hit negam o crime alegando “sexo consensual”. Vítimas de ameaças, as meninas estão no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte.

Para Maíra, é preciso acabar com o silêncio sobre esse tipo de crime.

“O caso New Hit é mais um caso. A cada duas horas uma mulher é assassinada no Brasil. E os casos de estupro coletivo estão aparecendo cada vez mais.”

Em nota, a Marcha das Mulheres anunciou que irá fazer manifestações de escracho feminista contra os integrantes da New Hit.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.

21/02/13

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Leia a nota da Marcha Mundial das Mulheres:

 CASO NEW HIT: ENQUANTO NÃO HOUVER JUSTIÇA, HAVERÁ ESCRACHO FEMINISTA!

Salvador-Ba, 20 de fevereiro de 2013

O último dia do julgamento da Banda New Hit foi adiado para os dias 03,04 e 05 de setembro. Os advogados de defesa solicitaram à juíza o cancelamento do 3º dia de depoimentos com a justificativa de que as testemunhas de acusação não foram encontradas. Nítida manobra da defesa para adiar a condenação.

Além do sofrimento do crime em si, as vítimas estão distantes da sua cidade, afastadas do convívio social e com as suas liberdades cerceadas, condição que gera a revitimização das garotas, que além de sofrerem violência sexual, sofrem atualmente com a prisão e ameaças de morte, enquanto os homens, autores do crime, encontram-se em liberdade. O Estado de Direito está conivente com a naturalização da violência contra a mulher. 

O crime hediondo cometido em Ruy Barbosa contra duas adolescentes, pelos integrantes da banda New Hit, com a conivência e violência de um policial militar no dia 26 de agosto de 2012, não será esquecido por nós.  Fazer isso é corroborar com o estupro e com a culpabilização das vítimas pela violência sofrida. Não podemos permitir a naturalização de atos como esse, de tamanha barbaridade e crueldade, fundamentados no machismo que subordina, oprime e assassina milhões de mulheres.

Convocamos todas as organizações, movimentos, entidades, mulheres e homens que defendem uma sociedade justa e igualitária para juntar-se a nós na mobilização pela condenação dos estupradores. É preciso organizar-se. Por isso, convidamos todas e todos a participarem da reunião que acontecerá  na próxima quarta-feira, 27 de fevereiro, às 17h, na Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, em Salvador-Ba.

No dia 16 de outubro de 2012, nós, mulheres, militantes da Marcha Mundial das Mulheres, escrachamos o estuprador Eduardo Martins que descansava em sua casa de veraneio em Guarajuba-Ba. Hoje, afirmamos: MAIS ESCRACHOS VIRÃO!

Até que os integrantes da Banda New Hit sejam julgados e condenados não descansaremos! Temos direito a uma vida sem violência e lutaremos por isso. ENQUANTO NÃO HOUVER JUSTIÇA, HAVERÁ ESCRACHO FEMINISTA!

Seguiremos em Marcha até que todas sejamos LIVRES!

Eu to na rua, é pra lutar, por um Projeto Feminista e Popular!

MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES