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Fórum reafirma a luta por direitos sociais no Brasil

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(3'09'' / 741 Kb) - Movimentos avaliam como positiva a Assembleia Nacional dos Movimentos Sociais ocorrida em São Paulo, nesta segunda-feira (31). A atividade discutiu demandas diante do próximo governo. O fórum aconteceu na Quadra dos Bancários, na capital paulista, e reafirmou a exigência da reforma agrária e urbana no Brasil.

Ouça (leia) o balanço do integrante da coordenação da Central dos Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, que falou com exclusividade à Radioagência NP.

Radioagência NP: Você poderia fazer um balanço do que foi discutido pela Assembleia?

Raimundo Bonfim: Debatemos um documento base já trabalhado sobre a questão da soberania nacional, a questão da reforma agrária e urbana, a habitação pública de qualidade, contra a criminalização dos movimentos sociais. Embora a Rede Globo e a Folha de S. Paulo diga que a Assembleia se tratava de um balanço para Dilma, isso não é verdade. Aqui é uma plenária autônoma dos movimentos sociais. Vamos aprovar um documento denominado de “Um Projeto Popular Nacional dos movimentos sociais” pra debater com a sociedade civil, independente de ano ou período eleitoral.

RNP: Quais movimentos participaram da Assembleia?

RB: Participaram por volta de três mil militantes, de 20 estados da federação, representando as variadas entidades do movimento social. O movimento sindical, o MST, a Central dos Movimentos Populares, o movimento estudantil, o movimento de mulheres, o movimento negro, enfim, o conjunto dos movimentos sociais espalhados por todo o Brasil.

RNP: Como foi o ato convocado pela CMP ocorrido antes da Assembleia?

RB: Nós da Central de Movimentos Populares realizamos um ato nacional de defesa das políticas públicas com participação popular, com dois temas principais. O primeiro é a destinação dos recursos do pré-sal do petróleo para as políticas sociais de saneamento, de habitação, de reforma urbana, ciência, educação, tecnologia, entre outros. Foi um ato muito bom, participaram 800 militantes que foram em passeata da Praça Ramos até a Quadra dos Bancários.

RNP: As bandeiras da reforma agrária e urbana foram reafirmadas no fórum?

RB: São propostas que os movimentos sociais e bandeiras de luta que os movimentos populares continuarão defendendo independentemente do governo que esteja a frente do governo do país. Este foi um grande momento de luta dos movimentos sociais e que demonstrou que tem muito que se organizar e lutar para conquistar os direitos e os pontos da luta defendida no nosso país.

De São Paulo, da Radioagência NP, Aline Scarso.

31/05/10

Comentários

Minoria Excluída

A Toda Sociedade Brasileira.
Abaixo, manifesto nacional por melhoria da condição de um povo com o estigma doloroso de vidas - 800000 pessoas, 90% analfabetos, segundo o IBGE - relegadas ao abandono e à execração pública diária. Resolvemos apelar para a compaixão e a responsabilidade civil de todos os segmentos da sociedade, por puro cansaço de anos de tentativa inglória de amenizar a dor do despertencimento.
Estamos enviando-lhes este manifesto de pedido de socorro imediato ao Povo Cigano, para que todos se sensibilizem e interfiram junto aos órgãos competentes, para incluí-los nas políticas públicas de saúde, educação, erradicação da miséria e de comportamentos preconceituosos que causam tanto sofrimento a esses seres à margem da vida.
Nós, voluntários do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, APAC, Casa de Passagem, e na cidade de Viçosa, Minas Gerais, além do Forum Mundial Social - Mineiro e diversas outras entidades requeremos as medidas emergenciais de inclusão destes brasileiros, que já nascem massacrados pelo fardo vitalício da dor do aviltamento e segregação atávica em nossa sociedade, desabrigados que são da prática do macroprincípio da dignidade da pessoa humana, telhado da Constituição.

Cliquem no link abaixo, no artigo da SEPPIR, que confirma a situação deles. E, por favor, leiam o anexo.
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/falta-de-politicas-publicas-para-...
Se nosso país tornou-se referência em crescimento econômico, certamente conseguirá sê-lo também em compaixão e acolhimento dessa causa universal.
DE GENTE ESTRANHA, em caravana.
Dolorosamente incômoda.
Ciganos. Descobrimos, perplexos, que suas famílias são excluídas dos programas de bolsa-família, saúde, educação, profilaxia dentária, vacinas etc. Sua existência se torna mais dramática, pois não conseguem os benefícios do governo por não terem endereço fixo. Segundo o IBGE, são cerca de 800.000, 90% analfabetos.
Há seis anos, resolvemos visitar um acampamento em Teixeiras, perto de Viçosa. E o que vimos foi estarrecedor: idosas, quase cegas, com catarata. Pais silenciosamente angustiados, esperando os filhos aprenderem a ler em curto espaço de tempo, até serem despejados da cidade. Levamos ao médico crianças que “tinham problema de cabeça”. E eram normais. Apenas sofriam um tipo diferente de bullyng, ignoradas, invisíveis que são. E descobrimos também que os homens, em sua maioria, jamais saem das barracas, onde ficam fazendo escambo, artesanato- e não entram em farmácias, supermercados, lojas, pois entendem que a sociedade incluída só não bate em mulheres e crianças. Vimos chefes de família com pressão altíssima e congelados pelo medo de deixarem os seus ao desamparo.
Vida itinerante. Numa bolha, impermeável. Forasteiros no próprio país. Dor sem volta. Passamos a visitar todos que aqui vem. E a conviver com o drama de mulheres grávidas, anêmicas e sem enxoval. Crianças analfabetas aos dez, onze anos.
Como pessoas reféns do analfabetismo, execradas publicamente todos os dias de suas vidas, amordaçadas pelo preconceito e com filhos para alimentar conseguirão lutar por algo? Vide a Pirâmide de Maslow. Quem tem que gritar somos nós. Para eles não sobra tempo de aprender o ofício da libertação, já que são compulsoriamente nômades - sempre partem porque os donos dos terrenos ou algum prefeito pressionado expede a ordem de saída.
A gente descobre, atordoada, que desde a primeira diáspora, quando passaram a viver à deriva, sempre expulsos, eles vivem numa cápsula do tempo. Conservam os mesmos hábitos daquela época, ou seja, sociedade patriarcal, vestuário, casamento prematuro, a prática de escambo e a mesma língua dos antepassados. Tudo isto PORQUE NÃO PARTICIPAM DAS TRANSFORMAÇÕES DA CIVILIZAÇÃO. Jamais tem acesso às benesses das pesquisas tecnológicas e científicas, aos programas governamentais de erradicação da miséria, às celebrações civis agregadoras ou sequer a proposta de ao menos um olhar de compaixão.
E, então, “civilizados” que somos, cristãos ou não, que gritamos por nossos direitos, que votamos a favor ou contra, que existimos, continuaremos a dormir em paz?
Agradecemos a todos que se sensibilizarem com a causa.
Respeitosamente,
Profª.Bernadete Lage Rocha
l.bernadete@yahoo.com.br
031-88853369
Voluntariado:
APAC - Viçosa-MG
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
Conselho de Segurança Alimentar
MULHERES PELA PAZ
PASTORAL NÔMADE

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