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Servidores da Justiça de SP migram para outros setores

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(1'51'' / 435 Kb) - Em greve desde o último dia 2 de junho, os servidores do Tribunal de Justiça de São Paulo reivindicam reposição das perdas salariais decorridas da inflação. A categoria pede um aumento real de cerca de 20% e uma política salarial compatível coma as funções exercidas. A busca de melhores salários e condições de trabalho tem provocado a migração para outros setores da Justiça ou do Ministério Público Federal.

A falta de reposição dos funcionários que pedem exoneração ou se aposentam gerou uma defasagem, que compromete a qualidade dos serviços prestados. Essa é a avaliação do presidente da Associação dos Juízes para a Democracia, Luís Fernando Vidal.

“Eles têm trabalhado sob pressão e estresse muito grande, em função do cumprimento de metas, exigidas pelo Tribunal e pelo Conselho Nacional de Justiça, realizando um trabalho que já é de bastante responsabilidade. Não há como desqualificar a reivindicação, o movimento de greve deles.”

Vidal considera uma ingenuidade falar das motivações políticas da greve, pois toda mobilização de trabalhadores é decorrente da defesa de direitos e interesses.

“Toda greve tem um caráter político e não pode ser desqualificada em razão disso. Pelo contrário, ela deve ser prestigiada porque é um movimento político de trabalhador e é assim que ele deve ser entendida. Não dá para aceitarmos esse tipo de argumento que diz se tratar de oportunismo, devido à proximidade das eleições.”

Na última sexta-feira, foi encerrada uma ocupação que durou 45 horas no Fórum João Mendes, no centro de São Paulo. Os manifestantes reagiram até a equipe de segurança proibir a entrada de alimentos no prédio.

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

15/06/10

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