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Mais de 43 milhões de pessoas migraram forçadas em 2009

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(1'46'' / 415 Kb) - Mais de 43 milhões de pessoas foram forçadas a deixarem seus países de origem no final do ano de 2009, de acordo com o relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), apresentado nesta terça-feira (15). O relatório denominado "Tendências Globais 2009" também constatou aumento equivalente a 4% no número de pessoas obrigadas a se deslocarem em razão de conflitos políticos, religiosos ou raciais.

Ao todo, 27 milhões deindivíduos se deslocaram nestas condições. Situação semelhante foi verificada somente em meados dos anos de 1990. De acordo com o órgão, os conflitos na República Democrática do Congo, no Paquistão e na Somália contribuíram para o aumento dos casos.

Cerca de 15 milhões de pessoas ainda estão refugiadas de acordo com a organização, a maioria concentrada em países em desenvolvimento. O relatório também confirmou o retorno de mais de 250 mil refugiados para seus países no último ano, bem abaixo dos cerca de 1 milhão repatriados voluntariamente nos últimos anos.

A África do Sul foi a principal escolha entre os refugiados que solicitaram asilo político, com 220 mil novos pedidos para o país. Também foi constatado que mais de 112 mil pessoas reassentadas e confirmou-se a naturalização de 13 milhões de refugiados na última década.

O Alto Comissariado também chamou atenção para a existência de quase 7 milhões de pessoas apátridas no mundo, ou seja, indivíduos considerados sem nenhuma nacionalidade e pátria.

De São Paulo, da Radioagência NP, Aline Scarso.

Da redação com a Adital.

16/06/10

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