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Reunião entre Sindicato e consórcio termina sem acordo

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(1'50'' / 433 Kb) - Não há previsão de retorno ao trabalho dos 12 mil trabalhadores que constroem a usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil do estado (Sticcero), o consórcio Santo Antônio Energia não apresentou propostas para negociação com os trabalhadores em reunião na terça-feira (22).

De acordo com o vice-presidente do Sindicato, Altair Donizete, os representantes das empresas irão discutir com os acionistas a situação dos trabalhadores, que estão revoltados com as condições de trabalho nos canteiros de obra.

“Nós trabalhadores da construção civil somos objetos descartáveis, fica três, quatro meses numa empresa, e se não atender manda embora. Não tem estabilidade de emprego, a rotatividade é muito grande, a imposição [de trabalho] é muito grande. As empresas, por sua vez, acharam que chegariam à região amazônica e iriam construir duas usinas [Santo Antônio e Jirau] de graça.”

Os trabalhadores também querem aumento de 20% nos salários. Atualmente, um pedreiro recebe cerca de R$ 900. Os ajudantes recebem R$ 600.

“A nossa convenção coletiva determina que depois de três meses de exercer uma função, o trabalhador tem que ser classificado automaticamente. Aqui nas usinas tem trabalhadores contratados como meia-oficial de amador, com salário de R$ 200 abaixo do oficial. Eles estão exercendo essa função de oito meses a um ano e não foram classificados ainda conforme manda a convenção.”

Os motoristas também reivindicam transporte com segurança, alimentação e alojamento de qualidade. O consórcio Santo Antônio Energia é formado pelas empresas Odebrecht, Andrade Gutierrez, Furnas e Santander.

De São Paulo, da Radioagência NP, Aline Scarso.

23/06/10

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