75% do milho brasileiro já é transgênico
(1'24'' / 332 Kb) - Dois anos depois de sua liberação, o milho transgênico já ocupa 75% das áreas cultivadas com o grão. Os dados do Registro Nacional de Cultivares do Ministério da Agricultura apontam que de cada quatro variedades de milho lançadas no mercado no primeiro semestre deste ano, três são geneticamente modificadas.
O mercado de sementes é controlado por poucas empresas, o que indica uma tendência na queda da oferta de sementes não modificadas. No início deste ano, pesquisadores franceses apresentaram estudos que apontam os impactos que o milho transgênico causam à saúde. Após uma análise criteriosa de estudos feitos pela Monsanto, foi constatado que três variedades de milho transgênico apresentaram efeitos colaterais.
Os testes feitos com mamíferos mostraram que os principais órgãos afetados são o fígado e o rim, responsáveis pela eliminação de impurezas do organismo. Os estudos da Monsanto ficaram sob sigilo até a multinacional ser obrigada judicialmente a torná-los públicos. A Monsanto controla o mercado de sementes transgênicas no Brasil.
O milho é considerado um dos alimentos mais nutritivos, por conter substâncias que beneficiam o sistema nervoso, o aparelho digestivo e os músculos cardíacos. Outras combatem a degeneração muscular, auxiliam no crescimento e protegem o sistema reprodutor.
De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.
16/07/10

Comentários
A informação divulgada pela
A informação divulgada pela AS-PTA diz que 75% das novas sementes de milho que chegam no mercado são transgênicas. Isso é diferente de dizer que 75% do milho plantado no Brasil é transgênico. Ver: http://www.aspta.org.br/por-um-brasil-livre-de-transgenicos/boletim/bole...
75% DE MILHO TRANSGÊNICO NO BRASIL???
Caro Gabriel.Se o milho que se consome no Brasil é importado ou aqui produzido, em termos de justas preocupações com a introdução dos transgênicos, não faz diferença.Os mineiros (com sua tradição do "angú" e da "broa de fubá", do "cuscús", "farinhas- torrada e de bijú" sem estender as citações de derivados...) e os italo-brasileiros (na tradição da polenta) por serem os usuários a quem esse aspecto mais afeta, deveriam se juntar e criar um movimento a favor do milho natural e orgânico e de combate ao milho transgênicos.Acompanho a migração da transgenÍa aqui no "Brazil", e me espanta ver o CTNBio aprovar essa aberração criada por mero interesse de dominação por pequeno grupo de multinacionais sem cumprir com a exigência de gerar a comprovação da "inocuidade de efeitos colaterais em futuros próximo, remoto e ou remotíssimo. E a ANVISA não cumpre o seu papel de cobrar a exigência dessa comprovação negativa de eventuais males futuros.Como a mesa do brasileiro é farta em "carnes" que provêm de criatórios que consomem milho na mistura das rações, e pior ainda quando o tão badalado "frango caipira" consuma milho, é preocupante ver o avanço também das ameaças de efeitos colaterais indiretos pelo consumo dos animais que dele se alimentam.O que aí está disponível como natural, no planeta, levou bilhões de anos que segundo Malthus, cumpriu a teoria da evolução e mexer nisso é de uma irresponsabilidade infinita.Que Gaia não revide e que Deus nos proteja, o que digo baseado nas informações que circulam dando conta da suspeita de que cerca de 80% das abelhas americanas foram extintas pela exposição ao pólen da soja transgênica, fato que começa a ser percebido também na Europa com perda de mais de 20% da população apícola na Alemanha. (Consulte o assunto na web. "Colapso das Colméias!)Limito-me ao já dito, como conteúdo mínimo para justificar minha posição contrária à transgenía livre.
Exatamente, daí a denúncia de
Exatamente, daí a denúncia de que o milho comum está sumindo rapidamente do mercado e que monsanto e outras estão cada vez mais impondo a semente transgênica. A conservação e multiplicação das sementes crioulas é cada vez mais estratégica para garantir a autonomia dos agricultores frente a esse monopólio.