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Estudo relaciona agrotóxicos à má-formação de bebês

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(1'57'' / 458 Kb) - O desenvolvimento de problemas de saúde é maior em regiões onde a população é exposta aos agrotóxicos. É o que revela um relatório desenvolvido pelo governo estadual de Chaco, na Argentina.  Conforme os estudos, em uma década triplicaram os casos de câncer em crianças e o número de bebês nascidos com má-formação subiu em quatro vezes, sobretudo em áreas de produção de soja e arroz.

Os herbicidas e inseticidas aparecem no topo da lista dos defensores agrícolas mais utilizados. Segundo o médico e professor da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Wanderlei Antonio Pignati, o uso indiscriminado de agrotóxicos está relacionado à presença cada vez maior das sementes geneticamente modificadas.

"Isso traz um impacto muito grande para a saúde e para o ambiente. A utilização tem aumentado porque a semente está dominada por seis ou sete indústrias no mundo todo, inclusive no Brasil. Essas sementes são selecionadas para que se utilizem agrotóxicos e fertilizantes químicos."

A pesquisa realizada na Argentina coletou dados referentes aos atendimentos feitos na rede pública de saúde. Entre 1997 e 1998, das mais de 24 mil crianças que nasceram, 46 apresentaram má-formação. Uma década depois foram registrados nascimentos 22 mil nascimentos em um ano. Entretanto, 186 casos de má-formação foram registrados.

O Brasil lidera o ranking mundial de comércio e utilização de agrotóxicos. Em 2009 foram utilizadas um milhão de toneladas nas lavouras do país. Para incentivar o uso de agrotóxicos entre agricultores, o estado do Ceará ofereceu isenção fiscal para a comercialização de diversas categorias de agentes químicos.

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

23/07/10

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