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Penúltima tribo de indígenas nômades pede reconhecimento

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(1'59'' / 466 Kb) - Considerado um dos dois últimos povos nômades caçadores e coletores, os indígenas Awá estão se mobilizando para provar sua existência e garantir a efetivação dos direitos previstos na Constituição. A maior concentração de pessoas dessa etnia está numa região que inclui os municípios de Zé Doca e Bom Jardim, na porção amazônica do estado do Maranhão.

Estimativas do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) apontam que existem apenas 400 indígenas Awá, sendo que 60 deles vivem em constante isolamento. Uma área de 116.200 hectares foi homologada em 2005. No entanto, mais de três mil famílias de não-indígenas estão instaladas no local. De acordo com a integrante da coordenação do CIMI no Maranhão, Rosana Diniz, a posse das terras ainda não ocorreu na prática.

“A terra foi demarcada só no papel. Não existe uma fiscalização para resguardar os bens e a segurança dos indígenas permanente na área. Para eles usufruírem da terra, é preciso que as pessoas sejam reassentadas em outros locais e a Funai [Fundação Nacional do Índio] proceda devidamente com a demarcação física, instalando placas e marcos e o registro final dessa terra.”

Rosa Diniz explica que no próximo dia 1º de agosto os indígenas Awá irão para as ruas das cidades da região para realizar protestos em defesa de sua identidade cultural e pedir mais atenção para os problemas que os envolvem.

“Há um questionamento muito usado em vários processos judiciais que questionam a demarcação do território da terra indígena Awá. Eles dizem que os indígenas não existem mais lá, mas essa informação precisa ser refutada.”

O CIMI recebeu diversas denúncias de assassinatos de índios. Elas estão relacionadas à resistência em relação à presença de madeireiras nas florestas que pertencem à área demarcada.

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

29/07/10

Comentários

Boa iniciativa de cobertura

Boa iniciativa de cobertura do movimento dos indígenas Awá-Guajá. Os indígenas são uma realidade bem presente. Temos todas as condições de viver bem com eles, pois somos um país também indígena.

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