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Hidrelétrica move ação por danos morais contra atingidos

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(1'58'' / 464 Kb) - A empresa Brookfield Energia Renovável move uma ação por danos morais contra três trabalhadores atingidos pela construção da usina hidrelétrica Barra do Braúna. Conforme acusação da empresa, os trabalhadores teriam feito uma campanha difamatória em seminários e audiências públicas que tratavam do licenciamento ambiental. O empreendimento está localizado no município de Laranjal, na Zona da Mata de Minas Gerais.

Segundo afirmações do integrante da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Minas Gerais, Reinaldo Barberine, os atingidos pelas obras da usina denunciam que, nos casos de desapropriação, as famílias com mais “influência” da região recebem indenizações maiores. Ele revela que isso provocou uma reação por parte de alguns moradores.

“A terra está no mesmo patamar de valores, mas eles acabam sendo pressionados para vender por um preço inferior. As pessoas vão para o debate e acabam colocando essas situações. De fato, eles afirmam que a empresa está roubando os seus direitos. É um briga bastante desproporcional, frente ao poderio da empresa.”

Barberine relata que a área desapropriada afetará mais de 80 famílias, que dependem diretamente da terra e dos recursos hídricos para sobreviverem. São agricultores, pescadores, meeiros e mineradores que trabalham na extração de areia no rio Pomba.

“Até agosto de 2009, eles achavam que a empresa iria cumprir com o combinado. Porém, sabemos que os grandes empreendimentos e os grandes projetos vêm com toda uma propaganda, cativam e, na hora de acertar as contas, acontece de outro jeito.”

A obra da usina está orçada em R$ 185 milhões, sendo que R$ 118 milhões foram financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

04/08/10

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