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536 mil mulheres morrem na gravidez e no parto

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(1'43'' / 405 Kb) - Em todo o mundo, aproximadamente 536 mil mulheres morrem todos os anos em decorrência de complicações na gravidez e no parto. De acordo com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), os números servem de alerta para que os governantes dêem mais atenção às políticas públicas voltadas para a saúde da mulher. Somente nas Américas, 22.680 mulheres morrem todos os anos.

Uma pesquisa realizada pelo Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta para um dado mais preocupante. Diariamente, 1,5 mil pessoas morrem, se considerados os casos em que nem a mãe nem o bebê conseguem sobreviver. Segundo a ONU, muitas mortes poderiam ser evitadas e a maioria das situações ocorre em países em desenvolvimento.

Um mapa econômico relacionando os países da América Latina e do Caribe mostra que 20% da região mais pobre concentra 50% das mortes maternas. Quando analisado os 20% de países mais ricos, eles apresentam apenas 5% do total de mortes na região. A Comissão Interamericana pede a esses países atenção especial às mulheres que são marginalizadas por motivo de raça, etnia e situação econômica.

No ano 2000, a ONU lançou os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que consiste em atingir oito metas prioritárias para melhorar o desenvolvimento da humanidade. Entre elas, está o compromisso de melhorar a saúde das gestantes e reduzir a mortalidade infantil até 2015. O Brasil é um dos países que se comprometeram.

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

05/08/10

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