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Petroleiros estão acorrentados à sede da Petrobras

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(1'54'' / 446 Kb) - Quatro petroleiros continuam acorrentados aos portões do Edifício Sede da Petrobras (Edise) no centro Rio de Janeiro nesta quinta-feira (12). De acordo com um dos acorrentados, o petroleiro Emanuel Cancella, o protesto que começou na tarde da quarta-feira (11) é por tempo indeterminado. Os manifestantes querem chamar a atenção para a discriminação da estatal aos aposentados, aproveitando do período da campanha salarial.


Além dele, estão acorrentados os petroleiros Edson Munhoz, Fabíola Mônica e José Maria, todos diretores do Sindicato dos Petroleiros do Rio (Sindipetro-RJ). Eles são contra a proposta feita pela gerência da Petrobras a campanha salarial. A estatal ofereceu abono de 80% do salário a todos os trabalhadores, 4,6% de reajuste salarial referente a inflação e 2% de aumento real. 


Segundo Cancella, o acordo baseado em remunerações variáveis prejudica os atuais e futuros apresentados da Petrobras, que só recebem o benefício de acordo com o salário-base.


“Ou seja, o companheiro está aposentado, mas tem como paradigma alguém da ativa que está na mesma função e cargo dele. Ele tem que receber no máximo 90% do salário que o trabalhador da ativa receber. E o que a Petrobras fez para burlar isso aí? O que o trabalhador leva para sua aposentadoria? É o salário. Quando for calcular a aposentadoria, vai ser calculado em cima do salário básico e aí não vai entrar nem PLR nem auxílio à educação.


Cancella destaca que os petroleiros aposentados também não têm os mesmos direitos dos trabalhadores ativos, inclusive no plano de saúde. Os direitos estão regulamentos no fundo de pensão da categoria.


De São Paulo, da Radioagência NP, Aline Scarso.


12/08/10

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