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Quase 2 milhões de jovens morrem por causas evitáveis

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(1'52" / 441 Kb) - A cada ano, mais de 1,8 milhões de jovens de 15 e 24 anos morrem em todo o mundo por causas que poderiam ser prevenidas. O diagnóstico é da Organização Mundial de Saúde (OMS). A gravidez precoce, o vírus HIV, a violência e o consumo de tabaco e álcool são as principais causas da mortalidade.

A presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e Juventude (ABMP), Helen Sanches, avalia que as políticas públicas no Brasil precisam ser descentralizadas.

“Isso repercute na capacidade das famílias atender as demandas inerentes à própria condição da adolescência, a descoberta da sexualidade, o exercício dessa sexualidade de forma saudável e protegida e a prevenção do uso de álcool.”

Ainda segundo a OMS, 20% dos adolescentes sofrem de depressão ou ansiedade, situações agravadas quando eles passam por experiências de violência, humilhação e condições de vida precárias. A promotora sugere que essas situações de risco sejam combatidas com programas educacionais que vão além da garantia de vagas nas escolas.

“Ainda que o Brasil tenha avançado na ampliação da sua rede de ensino, nós temos que garantir a qualidade e que esse adolescente esteja na escola. Que ele possa receber todos os recursos necessários, que vão além da merenda e do transporte. Que passe por um reforço, por um acompanhamento psicossocial, auxílio assistencial às famílias e remuneração digna para os professores.”

Aproximadamente 150 milhões de jovens consomem tabaco em todo o mundo. Dos novos casos de HIV ocorridos em 2008, 40% eram jovens. Diariamente, 565 pessoas de 10 e 29 anos morrem por conta da violência.

De São Paulo, da Radioagência Np, Jorge Américo.

27/08/2010

Comentários

Morte na juventude

Nunca fui mãe e nem sequer professora, mas tenho observado nos dias de hoje uma falta completa de disciplina e de valores. A vida humana tem perdido mais e mais o valor.
Acho que neste ponto o Brasil e o mundo precisariam retomar alguns preceitos de convivência social. O valor do "ter", a qualquer preço, sobre o "ser" tem prevalecido. E o que mais assusta é o que os jovens querem "ser" de uma maneira geral.
(eu sou o tal, o tal, o tal... O risco que se corre no trânsito em São Paulo por motivo dessa vaidade, é uma loucura! Todos querem ser "os tais" a qualquer preço. Vide o assassinato do filho da atriz Cissa Guimarães. O assassino não é "O TAL", então? E cadeia não o vai modificar.

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