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Organizações iniciam campanha pelo limite da propriedade

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(1'50'' / 433 Kb) - Entre os dias 1º e 7 de setembro será realizado o Plebiscito Popular sobre o limite da propriedade da terra. Com o objetivo de preparar os brasileiros para a votação, mais de 50 organizações iniciaram uma série de mobilizações que será encerrada com o Grito dos Excluídos. Estão programadas atividades de panfletagem, além de atos políticos e culturais nas capitais e regiões metropolitanas de 26 estados brasileiros.

Atrás apenas do Paraguai, o Brasil é o segundo país no mundo que mais concentra terras. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 43% das áreas rurais pertencem a grandes proprietários. O integrante da coordenação do Fórum Nacional de Reforma Agrária (FNRA), Gilberto Portes, alerta para o perigo a presença internacional no campo.

 “Não é mais aquele latifundiário tradicional que controla a propriedade da terra. Hoje, são as transnacionais, as grandes corporações, mas o latifúndio existe. Continua a concentração da terra e o massacre de trabalhadores camponeses. Existem milhares de trabalhadores rurais sem terra que continuam debaixo das lonas. Nossa ideia é retomar o debate para mostrar para a sociedade brasileira que a reforma agrária é um dos instrumentos para resolver o problema da fome, da miséria e da desigualdade social.”

Há duas semanas, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), determinou o cancelamento do registro imobiliário de mais de cinco mil propriedades no estado do Pará. Todas as propriedades têm mais de 2.5 mil hectares, o que exige uma autorização do Senado para a aquisição, conforme determina a Constituição. No último ano, foi cancelada uma posse de mais de 410 milhões de hectares, também no Pará. A área corresponde à metade de todo o território brasileiro.

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

31/08/10

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