Petroleiros entram em greve e pedem mais segurança
(1'43'' / 406 Kb) - Nesta sexta-feira (03), os trabalhadores das empresas petroleiras de todo o país relizam uma paralisação de oito horas. A categoria tenta negociar com a Petrobras um reajuste salarial de 10% e melhores condições de segurança nas plataformas de extração. De acordo com o presidente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antoio de Morais, a mobilização também tem o objetivo de cobrar a garantia dos direitos trabalhistas de funcionários terceirizados.
“Que a empresa retenha um percentual dos valores que ela paga para as empresas contratadas para garantir que os trabalhadores, ao terem os contratos encerrados, tenham seus direitos mínimos respeitados. As empresas terminam as obras na Petrobras e deixam para trás um rastro de ilegalidades, com trabalhadores que não receberam Fundo de Garantia [FGTS], nem horas extras.”
No final do último ano, a União concedeu à Petrobras permissão para explorar sete campos de reserva de petróleo na camada pré-sal. Nesta quarta-feira (1º) foram anunciados os preços do barril. Morais acredita que a capitalização possa fortalecer a empresa.
“A Petrobras tem uma presença do Estado importante em suas decisões, não deixa de ser um fortalecimento da empresa. Também temos a perspectiva de que esse processo aumente o percentual de participação do Estado sobre o capital acionário da Petrobrás.”
No início de agosto, um grupo de trabalhadores se acorrentaram ao portão do Edifício Sede da Petrobras (Edise) no centro Rio de Janeiro (RJ). Eles denunciaram o fato de os executivos da empresa terem recebido aumento salarial de 29%. Para o restante da categoria, foi oferecido um reajuste de 4,6% nos vencimentos mensais.
De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.
02/09/10
