Militares continuam violando direitos humanos no Haiti
(1'27'' / 343 Kb) - Continuam aumentando denúncias de abusos por parte de militares contra a população haitiana. Desta vez, há fortes indícios de que a morte de um adolescente de 16 anos tenha sido provocada por um soldado da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah).
O caso ocorreu no último dia 17, quando o corpo de Gérald Jean Gilles foi encontrado dentro de uma base militar. Conforme a versão oficial, o adolescente teria cometido suicídio. No entanto, há evidências de que a causa do óbito tenha sido asfixia ou afogamento, o que desmentiria a hipótese de enforcamento.
Diversas testemunhas procuraram a imprensa local para denunciar que viram um jovem ser torturado em praça pública no dia da morte de Gérald. Segundo pessoas que conviviam com o adolescente, ele auxiliava soldados em troca de comida. Há suspeitas de que ele teria sido morto sob a acusação de ser responsável pelo sumiço de US$ 200 que pertenciam aos militares.
A Comissão Arquidiocesana Justiça e Paz do Cabo Haitiano publicou uma mensagem alertando para as violações de direitos humanos dos haitianos, sobretudo por parte de soldados asiáticos. Desde 2004, a Minustah atua no Haiti para tentar conter a onda de violência gerada por sucessivas tensões políticas. O Brasil mantém 1.3 soldados no país.
De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.
03/09/10
