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Aumento de salários não causa inflação, defende CUT em Mobilização Nacional

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(1’45” / 411 Kb)  – O Dia Nacional de Mobilização convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), realizado na quarta-feira (6), contou com a participação de milhares de trabalhadores em diversos estados brasileiros. Na pauta estavam a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, o fim do fator previdenciário, as reformas tributária e política, mais verbas para a educação e a reforma agrária.

Os sindicatos que participaram do ato defenderam a luta por ganhos reais nos salários. Para o Secretário Nacional de Administração e Finanças da CUT, Vagner Freitas, o aumento salarial não é causador da inflação e não há porque recuar nessa bandeira.

“O caráter da inflação é outro. É aumento de commodities, preços tabelados que aumentam a inflação. Não tem nenhuma relação com o aumento de salários. Se fosse assim, os trabalhadores estariam fadados o tempo inteiro a terem que ganhar mal ou não ganhar, para não causar a inflação”.

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, declarou na terça-feira (5) que o aumento salarial dos trabalhadores provocaria a inflação. Freitas criticou esse anúncio e afirmou que a resposta ao chefe do BC virá com a continuidade das mobilizações.

“Nós vamos fazer no segundo semestre as campanhas salariais de maneira muito combativa. Para que a gente consiga continuar obtendo aumentos reais de salários. Porque nós entendemos que isso é bom inclusive para o Brasil, do ponto de vista de aquecer o mercado interno”.

Em algumas capitais, o ato da CUT reuniu cerca de 10 mil pessoas, como em São Paulo e Belo Horizonte. Além da CUT, organizaram as ações o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Central de Movimentos Populares do Brasil e a Marcha Mundial das Mulheres.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.

07/07/11