Militantes de movimentos sociais dialogam com trabalhadores nas ruas
(02’16”/ 536kb) - A campanha dos movimentos sociais, sindicais e partidos de esquerda no segundo turno ganha forma nas ruas e aciona a militância. Em São Paulo, a participação de militantes na campanha retoma o diálogo com a população.
Na visão do militante Gabriel Sollero, que faz divulgação de materiais nos metrôs e na periferia de São Paulo, há uma percepção diferente entre as duas candidaturas por parte da população.
“No segundo turno entramos em uma campanha que está na rua. Está na cara do povo brasileiro a divisão de projetos. São duas propostas diferentes, que têm similaridades, mas que têm diferenças, principalmente de popularidade”.
Na opinião de Sollero, a atividade da militância social pode gerar uma ação unitária das organizações após o período eleitoral.
“O PT não se propôs a fazer campanha de rua no primeiro turno. Agora vai para a rua, bota sindicatos, bancários. Encontramos gente organizada nas ruas e fazendo bandeiraço, fazendo panfletagem, gritando com megafone e carro de som. Isto está sendo bastante importante. Colhemos para além do segundo turno uma possibilidade bastante concreta de avançar nestas articulações, de ter um campo com um projeto mais claro para o povo brasileiro”
Silvana Bezerra, sem-terra acampada, também defende a posição dos movimentos sociais de ir às ruas dialogar com a população.
“Os movimentos sociais tinham que tomar posição e tomaram para o lado certo, que é continuar defendendo a classe trabalhadora, continuar defendendo a boa qualidade na educação, a reforma agrária. Unir bandeiras é muito bom, só fortalece. Não temos nada a perder e estamos muito conscientes de qual é o projeto que queremos”
Para a militante, o trabalho nas ruas é uma ação que fornece elementos pedagógicos e esse diálogo se torna amplo.
“Não temos noção do que realmente a população pensa, o que tem a perguntar, qual é a dúvida que fica. Percebemos que o povo pobre, o proletariado ainda se sente fora dessas discussões, não consegue debater em casa, com os amigos. É algo muito superficial”
De São Paulo, para a Radioagência NP, Pedro Carrano.
28/10/10
