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Professor aponta os limites dos agrocombustíveis

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(2'05'' / 491 Kb) - A história da produção de agrocombustíveis no Brasil não traz lembranças positivas para boa parte da sociedade. Concentrador de terras e gerador de mão de obra escrava são alguns dos adjetivos dados pelos críticos ao programa Pró-Alcool criado em 1975.

O programa, que durou até o ano de 2000, consistia no subsídio por parte do governo para a produção de álcool etanol em substituição à gasolina. Para não cometer os mesmos erros sociais, o Programa Nacional de Uso e Produção de Biocombustíveis tem como indicação o apoio à produção da agricultura familiar. A ideia do Programa foi defendida pelo professor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UNB), João Nildo de Souza Vianna, durante o debate sobre Matriz energética organizado pelo jornal Brasil de Fato e a Petrobras no último dia 19.

“O etanol nasceu em cima da estrutura da cana-de-açúcar, uma estrutura arcaica que carregava com ela toda tradição de exclusão social  e de concentração de renda. O Programa Nacional de  Uso e Produção de Biocombustíveis tem outra conotação. Ele já nasceu com  a intenção de fazer a inclusão social.”

Apesar de o programa ter completado cinco anos, a agricultura familiar ainda é responsável por menos de 1% da produção de biocombustíveis. O professor da UNB aponta como um dos entraves para maior produção a dificuldade organizativa dos pequenos agricultores.

Além da necessidade de uma organização mais consistente por parte dos pequenos agricultores, o professor ressalta a necessidade de um zoneamento agroecológico que aponte para diversificação da produção de  matéria prima dos biocombustíveis. Longe de atender os objetivos do programa, atualmente a produção de biodiesel está praticamente baseada na monocultura da soja.

De Brasília, para a Radioagência NP, Cristiano Navarro.

27/07/10

Comentários

Entrave ignorado pelo letrado estudioso

É impressionante como esta gente, se dizendo estudiosos, imprensa especializada etc... e tal, NãO conseguem enxergar o vardadeiro problema, ignorando o real entrave que é a proibição aos pequenos para venderem a energia produzida. Assim é com etanol, biodiesel, a energia eólica, solar e pequenas hidrelétricas também, de quem se exige o cumprimento de uma outra regra esdrúxula, da "cosntância" do fornecimento. Eu fico perplexo diante da falta de visão para enxergar onde está o "furo da bala" do porque não progredimos nestes setores.

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