Skip to Content

Trabalhador é preso por se negar a fazer tarefa proibida

warning: Parameter 2 to genericplayers_swftools_flashvars() expected to be a reference, value given in /data/ranp/public_html/includes/module.inc on line 462.

Está faltando algum conteúdo do Flash que deveria aparecer aqui. Talvez seu navegador não possa exibi-lo. Instale a última versão do Flash em seu computador, ou atualize sua versão.

(1'54'' / 456 Kb) – O estivador Joanilson Pinto Castelo Branco foi preso nesta terça-feira (03), quando se negou a executar seu trabalho de empilhadeirista, no Portocel, no município de Aracruz (ES).  Pelo Acordo Coletivo do Trabalho (ACT), empilhadeiras só podem ser manuseadas com a presença de dois operadores.  Na ocasião, só havia ele. Diante disso, o funcionário pediu para o supervisor liberá-lo do trabalho. Além de ter o pedido negado, o supervisor chamou a Polícia Militar (PM) que prendeu o trabalhador. O Portocel é administrado pela empresa Fíbria – nome atual da antiga Aracruz Celulose.

Após o fato, o Sindicato dos Estivadores e dos Trabalhadores em Estiva de Minérios do Estado do Espírito Santo divulgou nota onde diz que a “Fíbria tem histórico de truculência com os movimentos sociais no estado e que as arbitrariedades praticadas pela empresa remetem a momentos históricos da escravatura e ditadura” do país.

Para Cícero Benedito Gonzaga, presidente do Sindicato, o fato é inaceitável. Ele pretende levar o caso para a justiça do trabalho.

“Vamos entrar com uma ação interpelando a empresa. O trabalhador individualmente também vai pleitear os seus direitos, pois passou uma humilhação tremenda. Fora o assédio moral que ele está sofrendo, pois não é a primeira vez que isso ocorre com ele. O pior é a autoridade pública, que é a Polícia, receber ordem de empresa privada. Somos contrários a isso também e vamos fazer uma denúncia. Inclusive a área que foi ocupada pela PM é alfandegária que só pode entrar lá a Polícia Federal.”

O trabalhador ficou detido durante toda a madrugada. De acordo com a Portocel, a culpa pela prisão do estivador foi da PM. Porém, no Boletim de Ocorrência (BO), consta que "foi feito o uso de algema no abordado por seu supervisor alegar ser o estivador pessoa perigosa".

De São Paulo, da Radioagência NP, Danilo Augusto.

05/08/10

Comentários

A segurança é pública, ou

A segurança é pública, ou pelo menos deveria ser. Essa é a mais clara prova de truculencia e arbitrariedade contra trabalhadores. Nunca houvi falar que a polícia podesse entrar numa empresa, para prender alguem sem ordem judicial sem um motivo que justificasse, mais uma vez fica claro de que lado está a polícia que deveria dar segurança e não ficar a serviço do capital. ao Joanilson nossa solidariedade. À Portocel à Fíbria e principalmente ao chefete nosso repudio.

Dilson de Oliveira
Presidente do STIMM Pirapora, Buritizeiro e Jequitaí.

Nacionalização já!

Pelo histórico de brutalidades cometidas pela Aracruz Celulose e/ou pela PM e Polícia Federal dentro de sua área, só há dois caminhos: ou nacionalizar a empresa, ou que os operários tomem o controle da empresa. Só a força dos trabalhadores humanizará e socializará uma empresa tão covarde quanto essa!

e o PT?

isso é um absurdo. sou do ES e tenho que registrar que o PT daqui apóia o comandante da PM local, governador Paulo Hartung (PMDB), sendo parte inclusive de chapa à governatura estadual com o partido deste. o PT apoiará ainda o nefasto Magno Malta para senador.

e o PT?

isso é um absurdo. sou do ES e tenho que registrar que o PT daqui apóia o comandante da PM local, governador Paulo Hartung (PMDB), sendo parte inclusive de chapa à governatura estadual com o partido deste. o PT apoiará ainda o nefasto Magno Malta para senador.

Bookmark and Share