Novo piso salarial em São Paulo causa perdas para o trabalhador Imprimir E-mail
ImageClique aqui para ouvir(1'51'' / 436 Kb) - O governador José Serra (PSDB) causou polêmica ao anunciar o novo piso salarial para diversas classes de trabalhadores da iniciativa privada. A nova lei que entrou em vigor no dia primeiro deste mês, estabelece três novos pisos salariais no Estado, que variam de R$ 410 a R$ 490. O primeiro pagamento será feito em seis de setembro.

O problema está no fato de que diversos trabalhadores por meio de lutas em sindicatos, já haviam conquistado um piso maior do que o estabelecido pelo governador. O novo valor fixado representa, em vez de avanço, uma perda salarial por parte destas categorias.

De acordo com a Confederação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores das Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom), um pintor recebe no mínimo R$ 666. Um pedreiro filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT) em São Paulo, recebe entre R$ 785 a R$ 900, no entanto, o piso salarial anunciado pelo governo para as duas categorias é de apenas R$ 450,00.

O presidente estadual da CUT em São Paulo, Edílson de Paula, critica a atitude de José Serra que não dialogou com as categorias antes de estabelecer os novos pisos.

“Não foi apresentado nenhum estudo mostrando porque se chegou a esse valor. Na verdade foi uma posição política do Estado em não debater com ninguém e implementaram.”

De acordo com o Edílson de Paula, a tendência é que o contratante comesse a pagar o piso estabelecido pelo estado e não pelo sindicato, o que resultará em uma briga jurídica na qual quem acaba perdendo é o trabalhador.

De São Paulo, da Radioagência NP, Juliano Domingues.

03/08/07

 
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