Em debate - Entrevistas
Ajuda humanitária, não armas
José Luis Patrola, integrante da Via Campesina.
(6'25'' / 1,47 Mb) - “O que o Haiti precisa agora é ajuda humanitária. Tem gente que morreu por causa de fratura no braço. Não teve estrutura para tirar, a pessoa morreu por uma infecção generalizada. [Assim] a Minustah nunca foi uma força de reconstrução do país, mas era uma ocupação militar.”
Entrevistas anteriores
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Destaque
Comentário: Belo Monte é um erro
(5'23'' / 1,24 Mb) - O governo acaba de anunciar a concessão da licença ambiental para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. A decisão é um erro. Belo Monte, configura-se na análise do movimento social como um projeto economicamente, socialmente e ambientalmente devastador. O projeto impactará 11 municípios, nove territórios indígenas, desalojará milhares de pessoas e desmatará grandes áreas de floresta e secará parte do rio Xingu.
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Entidades de direitos humanos criticam condenação de militantes |
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(1'48'' / 424 Kb) - O advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT) no Pará, José Batista Afonso, foi condenado a dois anos e cinco meses de prisão. A sentença do juiz da Justiça Federal, Carlos Haddad, expedida no último dia 12, também condenou o ex-coordenador regional da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAGRI), Raimundo Silva. Ambos foram acusados de impedir o deslocamento de funcionários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
O episódio aconteceu durante uma manifestação em abril de 1999, em uma sede do órgão em Marabá (PA), quando movimentos sociais estavam acampados a mais de 20 dias cobrando agilidade para reforma agrária. Para Afonso esta decisão é política e está relacionada com a criminalização que os movimentos sociais estão sofrendo.
“Essa decisão está um pouco dentro deste contexto nacional de pressão e criminalização cada vez mais forte dos movimentos sociais. Deve ter muita relação, inclusive, com aquela declaração do presidente do Supremo Tribunal Federal que, logo que tomou posse, fez um discurso duro contra os movimentos sociais. Então, é uma decisão que está em sintonia com este tipo de pensamento que hoje também se expressa fortemente no Rio Grande do Sul”.
Entidades de defesa dos direitos humanos, como a CPT e Pastorais Sociais, afirmam que a sentença tem motivação política. Os acusados já haviam acordado com a Justiça a suspensão do processo, mediante pagamento de cestas básicas. Mas outro juiz assumiu vara federal de Marabá e anulou todas as decisões do seu antecessor.
Segundo a CPT, nos últimos dez anos, foram mais de 800 assassinatos de trabalhadores rurais e defensores dos direitos humanos, mas nenhum mandante cumpre pena por estes crimes.
De São Paulo, da Radioagência NP, Vinicius Mansur.
27/06/08
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Contraponto - Comentaristas

Cesar Sanson
Belo Monte: um erro
(5'23'' / 1,24 Mb) - "O governo acaba de anunciar a concessão da licença ambiental para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. A decisão é um erro. Belo Monte, configura-se na análise do movimento social como um projeto economicamente, socialmente e ambientalmente devastador."

Douglas Belchior
O luto e a luta do Haiti
(6'09'' / 1,41 Mb) - "Golpes, intervenções militares externas, ditaduras e ocupações militares aprofundaram o quadro de miséria e violência. Se hoje o Haiti é o país mais pobre da América Latina, trata-se do resultado de um processo histórico de expropriação."

Guilherme Delgado
Perspectivas para 2010
 (8´52´´/ 2,03 Mb) - Como ano eleitoral que é, 2010 é importante no calendário da economia em razão das sinalizações políticas que gera, com vistas às perspectivas do crescimento econômico, do emprego e, sobretudo, da distribuição de renda para os próximos anos.

Roberta Traspadini
Desafios da esquerda
(7'55'' / 1,81 Mb) - "A esquerda brasileira, latina e mundial tem dois processos centrais de combate relativos à produção de seu projeto de classe: para fora, a luta, ruptura e superação das práticas burguesas. Para dentro, a disputa dialógica com os pares."

Ariovaldo Umbelino
A contra-reforma agrária
(8'48'' / 2,0 Mb) - "O governo de Luiz Inácio da Silva abandonou definitivamente a reforma agrária como bandeira política em seu segundo mandato."
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