Em debate - Entrevistas

Ajuda humanitária, não armas
José Luis Patrola, integrante da Via Campesina.

Image Clique aqui para ouvir(6'25'' / 1,47 Mb) - “O que o Haiti precisa agora é ajuda humanitária. Tem gente que morreu por causa de fratura no braço. Não teve estrutura para tirar, a pessoa morreu por uma infecção generalizada. [Assim] a Minustah nunca foi uma força de reconstrução do país, mas era uma ocupação militar.”

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Comentário: Belo Monte é um erro

Image Clique aqui para ouvir(5'23'' / 1,24 Mb) - O governo acaba de anunciar a concessão da licença ambiental para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. A decisão é um erro. Belo Monte, configura-se na análise do movimento social como um projeto economicamente, socialmente e ambientalmente devastador. O projeto impactará 11 municípios, nove territórios indígenas, desalojará milhares de pessoas e desmatará grandes áreas de floresta e secará parte do rio Xingu.

70% das pesquisas da Amazônia são produzidas fora do Brasil Imprimir E-mail
Apenas 2% dos recursos brasileiros para pesquisa estudam a AmazôniaClique aqui para ouvir(1'56'' / 458 Kb) - Apenas 30% das pesquisas sobre a Amazônia têm a participação de pelo menos um cientista com residência no Brasil. Esta é a afirmação do pesquisador do Instituto de Pesquisas da Amazônia, Adalberto Luís Val, dada durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Ele também afirmou que, das pesquisas brasileiras desenvolvidas sobre a Amazônia, apenas 9% são feitas por organismos amazônicos.

Adalberto ressaltou que a Amazônia é uma questão estratégica para o desenvolvimento do país. Ela ocupa quase 60% do território do país, representa quase 8% do Produto Interno Bruto do Brasil, mas os recursos para pesquisa representam apenas 2% do total nacional.

Para o vice-presidente da SBPC, Otávio Velho, os dados apresentados por Adalberto não devem provocar nenhuma “paranóia”, porque pesquisa estrangeira não é necessariamente ruim. Porém, ele também considera fundamental aumentar a presença da ciência brasileira na Amazônia.

. “O grande dilema da Amazônia é como realizar o desenvolvimento econômico sem que isso signifique uma depredação dos recursos naturais, destruição da floresta ou a destruição dos grupos humanos que lá residem, sobretudo os indígenas. Esse é o grande desafio para a ciência”.

Segundo Otávio, o governo federal, por meiio dos Ministérios de Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente, está se movimentando para aumentar o número de instituições e de pesquisadores da floresta.

Durante a reunião da SBPC, deputados e cientistas assumiram como meta dobrar, em três anos, o número de doutores na região. O intuito é passar dos atuais 3.5 mil para sete mil pesquisadores.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vinicius Mansur.

23/07/08

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