Em debate - Entrevistas

Ajuda humanitária, não armas
José Luis Patrola, integrante da Via Campesina.

Image Clique aqui para ouvir(6'25'' / 1,47 Mb) - “O que o Haiti precisa agora é ajuda humanitária. Tem gente que morreu por causa de fratura no braço. Não teve estrutura para tirar, a pessoa morreu por uma infecção generalizada. [Assim] a Minustah nunca foi uma força de reconstrução do país, mas era uma ocupação militar.”

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Comentário: Belo Monte é um erro

Image Clique aqui para ouvir(5'23'' / 1,24 Mb) - O governo acaba de anunciar a concessão da licença ambiental para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. A decisão é um erro. Belo Monte, configura-se na análise do movimento social como um projeto economicamente, socialmente e ambientalmente devastador. O projeto impactará 11 municípios, nove territórios indígenas, desalojará milhares de pessoas e desmatará grandes áreas de floresta e secará parte do rio Xingu.

MTE liberta trabalhador que ficou oito anos sem salário Imprimir E-mail
Clique aqui para ouvir(1'15'' / 296 Kb) - Em uma operação realizada no mês de julho, no estado do Pará, o Grupo Móvel de combate ao trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) encontrou 67 pessoas em condições semelhantes à escravidão. Eduardo Ferreira da Silva, que já havia sido libertado no ano de 2000 pelo grupo móvel, foi libertado mais uma vez. Nas duas ocasiões ele trabalhava para o fazendeiro Eurélio Piazza, no município de Xinguara (PA). As informações são da Organização Não-Governamental Repórter Brasil.

Eduardo e sua esposa trabalharam oito anos na Fazenda Diadema, em Xinguara (PA), recebendo apenas comida, roupa e fumo. N a primeira libertação, que ocorreu em setembro de 2000, Eduardo recebeu R$ 6 mil.

De acordo com a esposa de Eduardo, o fazendeiro Eurélio Piazza disse, após a primeira indenização, que o trabalhador “estava devendo" e que precisaria trabalhar até pagar os R$ 6 mil.

A operação do grupo móvel em 2000 incluiu o fazendeiro Eurélio do na "lista suja" do trabalho escravo em 2003. Depois de dois anos, cumprindo as determinações legais, ele saiu da lista em 2005. Agora ele deverá pagar mais de R$ 80 mil, somente a Eduardo, além de ter o nome novamente incluído na lista.

De São Paulo, da Radioagencia NP, Vinicius Mansur.

12/08/08

Mais sobre o assunto:

• Grupo Móvel resgata 22 trabalhadores de condições degradantes em Goiás
• MTE inclui mais 43 na “lista suja”
• Trabalho escravo prossegue e mais libertações são registradas no MT
• Justiça da Bahia registra primeira condenação por prática de trabalho escravo
• Fiscalização resgata 30 trabalhadores em Tomé–Açú no Pará
 
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