Em debate - Entrevistas

Ajuda humanitária, não armas
José Luis Patrola, integrante da Via Campesina.

Image Clique aqui para ouvir(6'25'' / 1,47 Mb) - “O que o Haiti precisa agora é ajuda humanitária. Tem gente que morreu por causa de fratura no braço. Não teve estrutura para tirar, a pessoa morreu por uma infecção generalizada. [Assim] a Minustah nunca foi uma força de reconstrução do país, mas era uma ocupação militar.”

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Comentário: Belo Monte é um erro

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Quilombolas conquistam uma vitória no estado do Paraná Imprimir E-mail
clique aqui para ouvir (1´27´´ / 343 Kb) - Uma decisão da justiça do estado do Paraná (PR) permitiu a continuidade no processo de demarcação de terras da comunidade quilombola de Água Morna, localizada no município de Curiúva (PR). A juíza Marize Cecília Winkler, julgou improcedente o pedido de proprietários rurais da região que enviaram uma ação à justiça, pedindo a anulação do processo de reconhecimento das terras dos quilombolas. A ação dos fazendeiros questionava a posse da terra e pedia que os técnicos do Instituto Nacional de Colonização e da Reforma Agrária (Incra) fossem proibidos de entrar no local para fazer a análise do território.

Para a justiça, a ação não se refere à proteção de posse da terra, e sim, a uma ação de “trancamento de quaisquer atos de identificação, reconhecimento, delimitação e demarcação de terras por parte dos quilombolas”. O vice-presidente da Associação da Comunidade Negra Rural de Água Morna, Rosano de Lima, comemora a decisão judicial. Ele comenta que algumas, das 26 famílias que moram no local, começaram a deixar suas terras por enfrentarem resistência até mesmo para plantar.

O levantamento antropológico das terras será feito pela Universidade Federal do Paraná. Para a Organização Não–Governamental (ONG) Terra de Direitos, que acompanhou o caso, a decisão do Judiciário ameniza “essa grande ofensiva para retirar direitos das comunidades quilombolas”.

De Brasília, da Radioagência NP, Gisele Barbieri.

18/09/08

Mais sobre o assunto:

•Quilombolas denunciam Brasil à OIT
•Comunidade quilombola no interior do Paraná foi alvo de atentado
•Minas Gerais não possui nenhuma comunidade quilombola titulada
•Governo estuda alterações no processo de demarcações de terras quilombolas
 
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