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STJ nega pedido de federalização do caso da irmã Dorothy

(1´35´´/ 373Kb) - O pedido de federalização do caso do assassinato da irmã Dorothy Stang, morta por pistoleiros em Anapú, no Pará, este ano, foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por unanimidade. A federalização consiste em deslocar a competência do caso da Justiça do Estado para a Justiça Federal.

O procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, que propôs a transferência, alegou que o crime deveria ser federalizado em razão da sua brutalidade e da incapacidade das autoridades de defender a vida da missionária, apesar de manifestações que pediam proteção à irmã que sofria ameaças de morte constantes por parte dos latifundiários da região. Mas, para os ministros, as autoridades paraenses atuaram e estão atuando para investigar o crime e punir os culpados.

Para o presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Dom Tomás Balduíno, o caso da fedo julgamento seria uma oportunidade para responder a uma situação intolerável de desprezo e negligência aos direitos humanos:

“Ao lado dela vários caíram, vários foram assassinados e não houve nenhum passo no sentido de apurar esses assassinatos e de indiciar os culpados. A Dorothy porque foi um caso internacional, então o Judiciário foi rápido, mas ao lado dela muitos estão esperando justiça”.

Balduíno afirma ainda que a decisão do STJ fortalece a displicência do Judiciário e a atuação criminosa da Policia Civil do estado.

De Brasília, da Agência Notícias do Planalto, Beatriz Pasqualino