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Despejo de 20 mil sem-terra no PA pode ser retomado esta semana

(1´34´´/ 369Kb) - A ação de despejo de 20 mil trabalhadores rurais pela Polícia Militar do Pará está suspensa até esta quarta-feira (15), quando vai ser realizada nova reunião entre os poderes públicos estadual e federal para negociar a permanência das famílias. A decisão foi tomada na semana passada, depois de um encontro com as autoridades locais.

Duas das 17 áreas onde devem ser cumpridos mandados de reintegração de posse, a fazenda Cabaceiras e a Peruano, são conhecidas pelos órgãos públicos por já terem sido autuadas pelo uso de mão-de-obra escrava.

De acordo com Charles Trocate, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Pará, a situação na fazenda Peruano é a mais crítica porque pode culminar em conflito, já que a polícia reforçou seu efetivo. Cerca de 400 homens devem participar da ação de despejo das 900 famílias sem-terra que ocupam o terreno desde abril do ano passado.

Segundo ele, essa situação é resultado do descaso do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que não tem avançado no processo de Reforma Agrária no estado.

Ele denunciou que a fazenda Peruano não foi vistoriada ainda pelo órgão competente por causa da falta da verba de R$ 30 mil. Mas, enquanto isso, essas ações de reintegração de posse pelas tropas da PM já custaram dois milhões de reais aos cofres públicos.

Até agora 500 famílias, de quatro acampamentos, já foram despejadas. Para alertara sociedade paraense sobre a situação, o MST convocou um ato público com a presença de 15 mil pessoas na capital, Marabá, nesta quinta-feira (16).

De Brasília, da Agência Notícias do Planalto, Marina Mendes