Skip to Content

Há quatro anos, Cutrale invade terras públicas destinadas a assentamentos

  • strict warning: Non-static method view::load() should not be called statically in /data_cpro6462/ranp/public_html/sites/all/modules/views/views.module on line 906.
  • strict warning: Declaration of views_handler_argument::init() should be compatible with views_handler::init(&$view, $options) in /data_cpro6462/ranp/public_html/sites/all/modules/views/handlers/views_handler_argument.inc on line 0.

Em protesto, os sem-terra resolveram ocupar a área. Clique aqui para ouvir(1'56'' / 455 Kb) - Famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) continuam acampadas próximas a dez mil hectares de terra invadidos, ilegalmente, pela Sucocítrico Cutrale, na região de Iaras, no estado de São Paulo. Em 2007, a Justiça Federal deu a posse da terra ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Em protesto, os sem-terra resolveram ocupar a área.

Na ação, as famílias derrubaram pés de laranja para plantar feijão. O ato foi condenado pela imprensa e autoridades políticas. Mesmo assim, integrantes do movimento afirmam que se nenhuma medida for adota, a área será novamente ocupada, é o que explica uma acampada que não se identificou temendo perseguição.

“Temos que continuar lutando. Se eles não derem nosso direito, da minha parte, eu volto lá [e ocupo] com o maior prazer. Não me intimida o que eles falam na imprensa ou deixam de falar.”

Depois da decisão da Justiça Federal, o Incra conseguiu recuperar apenas 30% da área, no local foram assentadas 18 famílias. A saída da empresa significaria o assentamento de outras 400. A integrante do MST explica que enquanto aguardam a saída da empresa das terras, as famílias vivem em condições de extrema pobreza.

“A vida aqui não é fácil. Fica no acampamento eu, minha irmã e meu filho de um ano. Pra comer, meu pai precisa trabalhar fora [do acampamento]. E de vez em quando temos ajuda, recebemos cesta-básica.”

Em relação a ocupação os sem-terra passaram a ser acusados pela Polícia Militar e pela imprensa de destruir maquinários e outros bens da Cutrale, roubar combustível e pertences das famílias que trabalham para a empresa. No entanto, não há imagens nem provas que incriminem os sem-terra. O MST anunciou que é favorável à investigação.

De São Paulo, da Radioagência NP, Aline Scarso.

21/10/09

Mais sobre o assunto:

href= http://www.radioagencianp.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=7719&Itemid=43>• Sem-terra são despejados de latifúndio improdutivo na Baixada Fluminense

href= http://www.radioagencianp.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=7523&Itemid=43>• Sem-terra é assassinado pela Brigada Militar no Rio Grande do Sul