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Pressão para atualizar índices motivou CPMI contra MST, diz presidente do Incra

Clique aqui para ouvir(1'51'' / 421 Kb) - Com exatas 210 assinaturas de deputados e 36 de senadores foi instalada, nesta quinta-feira (22), a CPMI para investigar o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). De acordo com declaração do presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Rolf Hachbart, a CPMI é uma resposta dos ruralistas pela pressão que o MST tem feito para que sejam atualizados os índices de produtividade do campo.

Foi a segunda vez, em menos de um mês, que a bancada ruralista do Congresso, representada pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO) e pelo deputado federal, Ronaldo Caiado (GO), tentou criar a CPMI. Rolf afirma que a persistência dos ruralistas tem objetivos claros.

“O movimento em torno da CPMI é para desmoralizar a reforma agrária, o Incra e os movimentos sociais. Os setores improdutivos do latifúndio são claros e mostram que querem parar com o Pronera [Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária], com a assistência técnica e principalmente parar com a desapropriação de terras. Estes são os recados da CPMI. É isto que está em jogo.”

A revisão dos índices de produtividade foi defendida pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. Ele disse que a reação da bancada ruralista já é esperada por todos, pois ela representa um setor acostumado a “ganhar as coisas no grito”. Para ele, os ruralistas impedem o reajuste dos índices há anos.

“Os índices de produtividade vigentes foram feitos em 1980, com base nas condições tecnológicas e na produção de 1975. Qualquer cidadão ou cidadã com o mínimo de informação, de bom senso e de equilíbrio sabe que de 75 para cá a agricultura mudou muito. A produção e a produtividade cresceram bastante. A tecnologia mudou e mudou radicalmente.”

De São Paulo, da Radioagência NP, Danilo Augusto.

22/10/09

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