Assembleia decide rumo da greve dos professores
(1'48'' / 424 Kb) - Em greve há um mês, professores da rede pública do estado de São Paulo realizam, na capital, assembleia nesta quinta-feira (08) para decidir os rumos do movimento. Na primeira reunião de negociação, que ocorreu na quarta-feira (07) com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o secretário de Educação, Paulo Renato Souza, disse que não há possibilidade de reajuste salarial para a categoria.
Segundo o professor e vice-presidente da CUT de São Paulo, Carlos Ramiro de Castro, os professores devem permanecer paralisados para conquistar avanços nas negociações.
“Esperamos uma grande quantidade de professores e professoras hoje no vão do Masp. Queremos pressionar o governo. Nós queremos uma política salarial com reajuste baseada em negociações e um plano de reposição das perdas. Olha, se o governo não fizer uma menção de atendimento às nossas reivindicações a tendência é de continuarmos em greve.”
Os docentes reivindicam reajuste de 34,3%. As direções da Apeoesp e da Secretaria de Educação voltaram a se reunir na parte da manhã desta quinta.
“No ano retrasado nós também fizemos um movimento que nos deu 5% de reajuste e a incorporação de uma das gratificações. Mas a política aqui é de bônus de merecimento, que poucos professores recebem.”
Os professores se reúnem no Masp a partir das 14h. De lá, seguem em manifestação até a Praça da República, onde há a proposta de permanecer até que o governo avance nas negociações.
De São Paulo, da Radioagência NP, Aline Scarso.
08/04/10
