Greve dos professores termina com indignação e punições
(1'40' / 394 Kb) - A greve dos professores da rede estadual terminou em indignação e tristeza, depois que o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) defendeu o fim da paralisação da categoria. Segundo a direção do Sindicato, o secretário de Educação, Paulo Renato Souza disse que só negociava com o fim da greve.
Como represália à greve, a Secretaria de Educação vai descontar as faltas dos grevistas, que perderão participação no bônus por resultados e no Programa de Valorização pelo Mérito. Além disso, há casos de demissão, conforme conta professor demitido da escola Mario Natividade em Campinas.
“A diretora me chamou e mostrou o e-mail que recebeu da delegacia regional de ensino. O último parágrafo dizia sobre os professores de categoria “O”, que eventualmente tenha excedido o número de faltas. Essa nova categoria só pode faltar duas vezes e quem entrou em greve tem mais de duas faltas. Então o texto é dúbio, não fala ‘mande embora os grevistas’, mas os que excederam as faltas devem ter seu contrato interrompido.”
Segundo ele, os professores desaprovaram a atuação da direção da Apeosp que defendeu o movimento somente enquanto Serra estava no governo.
“Na minha opinião, a direção majoritária do Sindicato, que está ligado ao PT, manipulou a categoria com interesses eleitoreiros. Para mim é uma derrota total da categoria, o governo se quer abriu negociação. O fato objetivo é que a força da categoria não foi o suficiente para dobrar a política do governo Serra.“
Professores aguardam até dia 07 de maio o novo posicionamento do governo do estado.
De São Paulo, da Radioagência NP, Aline Scarso.
09/04/10
