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Armas não dão frutos

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(1'38' / 387 Kb) - O terremoto que atingiu o Haiti em 12 de Janeiro de 2010 teve seu epicentro na capital Porto Príncipe, mas suas consequências afetaram todo o país, inclusive a zona rural. Além da perda de sementes que caíram precocemente das plantas por causa do tremor, estima-se que cerca de um milhão de pessoas migraram da capital para o campo, o que obrigou as famílias camponesas a usarem para alimentação as sementes que estavam reservadas para o plantio.

Diante deste quadro, enquanto o governo dos Estados Unidos (EUA) enviava seus soldados e a Organização das Nações Unidas (ONU) reforçava suas tropas de ocupação, os movimentos sociais latino-americanos decidiram que a melhor forma de solidariedade ao povo haitiano seria o envio emergencial de sementes para que os camponeses pudessem plantar.

Em uma iniciativa da Via Campesina Brasil e dos movimentos sociais que compõem a ALBA – sigla para Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América – 70 toneladas de sementes de milho provenientes da Venezuela foram enviadas ao Haiti durante o mês de março. Dessas 70, 20 toneladas foram entregues ao Ministério da Agricultura e as demais 50 toneladas estão sendo distribuídas entre os movimentos camponeses haitianos, beneficiando assim 14 mil famílias em nove estados do país.

A Missão Agrícola da ALBA e da Via Campesina prevê ainda o envio de mais 760 kilos de sementes de legumes, para que 20 mil famílias camponesas haitianas possam plantar, colher, se alimentar e repartir.

De Ti Rivye de Latibonit, no Haiti, para a Radioagência NP, Thalles Gomes.

16/04/10

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