Projeto popular é debatido no segundo dia da AP
(1'38'' / 384 Kb) - A atualidade do Projeto Popular para o Brasil foi tema de discussão entre os mais de 500 delegados que participam desde esta terça-feira (25) da II Assembléia Popular Nacional. A atividade acontece em Luziânia (GO).
Nas análises, foi reafirmada a existência de projetos político-econômicos antagônicos em curso no planeta, representados respectivamente pelo imperialismo dos Estados Unidos e pelo neodesenvolvimentismo dos países emergentes, em oposição às experiências populares e soberanas, como a Aliança Bolivariana para as Américas (Alba).
A inspiração da organização dos povos indígenas foi lembrada por Ivo Poletto, assessor de pastorais e movimentos sociais, para basear qualquer projeto alternativo de sociedade.
Já a economista Sandra Quintela sugeriu o questionamento da dívida pública como um eixo para que o país se liberte da dominação dos organismos financeiros e deixe de ser refém das políticas macroeconômicas sugeridas por estas organizações.
Segundo ela, a dívida externa hoje gira em torno de R$ 282 bi e a interna, em torno de R$ 1 trilhão. Esse montante, se revertido em políticas públicas, ajudaria a garantir os direitos da população brasileira.
Para Ricardo Gebrim, da Consulta Popular, a reunião que acontece até a próxima sexta-feira (28) é um importante espaço de articulação para os avanços de um projeto soberano.
“A Assembléia Popular é mais do que um conjunto de reivindicações, de uma pauta unificada, é mais do que um pólo formador de lutadores e lutadoras do povo. Ela deve e pode se converter numa ferramenta de transformação social.”
De Luziânia, para a Radioagência NP, Sofia Prestes.
25/05/10
